21 de julho de 2011

Ushuaia

Enfim no fim do Mundo. Chegamos em Ushuaia por volta das 21h, mas sem noção do tempo, pois escurecia tarde, às 23h ainda era possível ver o sol. Jantamos no restaurante Tia Elvira, todos os pratos que pedimos estavam bons. Mas tome cuidado, porque a maioria dos restaurantes fecham as 23h.
Nos hospedamos no Hotel Canal de Beagle, confortável e aconchegante com vista para o canal ou para as montanhas e ótima localização.
No dia seguinte saímos cedo para conhecer o Parque Nacional Tierra del Fuego. A melhor forma que encontramos foi percorrer o parque de taxi por 3 horas ao preço de 250 pesos (até 4 pessoas). Para nós valeu a pena. O taxista nos deixava na entrada de pequenas trilhas e as percorríamos ao nosso tempo. No decorrer delas é possível ver coelhos, zorros, além da vegetação fantástica, totalmente diferente da que estamos acostumados no Brasil.
A entrada custa 55 pesos, mas menores de 16 e maiores de 65 anos não pagam.
É possível fazer também um mini passeio de trem, mas sinceramente não acho que valha a pena, o trecho percorrido é muito curto e é meio caro.
Outra atração é o Museu do fim do Mundo, os visitantes conhecem o antigo presídio e podem carimbar o passaporte.
Para quem não está cansado de ver pinguins pode fazer o passeio de barco pelo Canal de Beagle, eu não fui, mas, quem foi gostou.
Há ainda a opção de conhecer o Glaciar Martial. Aluga-se uma van para até 8 pessoas no hotel mesmo que te levará até a base do glaciar. Por meio de um telefério sobe o cerro e tem-se uma vista esplêndida, é possível nevar mesmo no verão. Depois de passar por um frio tome um chocolate quente na base dele.
A cidade de Ushuaia em si me decepcionou um pouco, esperava mais infraestrutura turística, mas percebi falta de restaurantes, chocolaterias e cafés mais charmosos.
Desejo visitá-la novamente para acampar no Parque Tierra del Fuego, a infraestrutura de camppings parece razoável e deve ser mágico ficar lá durante a noite e poder aproveitar todas as trilhas.

9 de fevereiro de 2011

A caminho de Ushuaia

Partindo de Rio Gallegos pela ruta 3, anda-se 80 km e logo chega-se à aduana (fronteira) entre Argentina e Chile. Já no lado Chileno a ruta é a 255 e a estrada é de cascalho. Uns 90 km depois é hora de fazer a travessia no Estreito de Magalhães, o mais importante estreito que liga o Atlântico ao Pacífico. A travessia é muito tranquila, principalmente por este porto, pois há a opção de fazê-la por Punta Arenas, mas as águas por lá (dizem) são mais revoltas. Durante a travessia tem-se uma vista linda e é possível ver várias toninhas, uma espécie de golfinho, acompanhando o navio.


Nossa balsa


Toninha
Já na Tierra del Fuego continua-se pela Ruta 257 até a outra aduana, agora para o lado argentino. Daqui são mais 300km até Ushuaia. Essas aduanas são a parte mais demorada e burocrática da viagem, as filas geralmente são enormes, mas nada que não seja muito bem recompensado depois. 
A paisagem já começa a mudar, árvores e montanhas um pouco mais altas surgem na janela, é possível se sentir em um outro tempo quando se vê casinhas isoladas com alguns cordeiros pastando...
Já bateu a fome e é hora de comer algo. Deixe para comer do lado argentino. Quando fomos, paramos em um estabelecimento muito fofo no Chile, era uma graça, principalmente as flores do lado de fora. Comemos um sanduíche que era pão e carne literalmente, o preço porém não foi nem um pouco digestivo, o equivalente a R$ 30,00 cada um!!! Acho que foi a refeição mais cara da viagem. Por isso leve algo para comer no carro ou ônibus e espere para comprar algo na Argentina, principalmente em Tolhuin, uma cidadezinha à beira do lago Fagano, pacata, mas com a padaria mais "bombada" da região. Muitos ônibus de turismo param lá e vale a pena. Dizem que os churros são os melhores, mas não provei. O nome do lugar é Panadería la Unión. 
Restaurante do sanduba de 30 reais

Panadería la Unión

Continuando na estrada, restam apenas 100 km para chegar à cidade mais austral do continente. A paisagem já mudou totalmente, montanhas nevadas, lago, realmente emocionante! Paramos em um mirante para admirar a vista, e neste momento esquecemos de tudo, as aduanas, a estrada de cascalho o sanduíche de R$30,00, aquela sensação compensa tudo. 



1 de fevereiro de 2011

Rio Gallegos

Eu tenho sido muito displicente com o blog ultimamente, são as férias... Mas tenho muitas novidades, inclusive da minha última viagem a Buenos Aires, semana que vem espero postar uma entrevista com minha amiga Victoria que esteve no Egito durante toda essa confusão, mas ela terá várias dicas.
Voltando ao intuito deste post, Rio Gallegos é uma cidade patagônica sem nada de mais nem de menos. Vale a pena caminhar pelas ruas, babar pelos jardins das casas e visitar a chocolatería Abuela Goye, que está em outras cidades argentinas, inclusive Buenos Aires. Mas a loja de Rio Gallegos é na minha concepção a mais agradável. Um chocolate quente custou $8,00 e uma trufinha $4,50.
As pessoas eram muito simpáticas em todas as lojs que passamos.
Nos hospedamos no Hotel Costa Rio, estilo flat. Não era nada de espetacular, mas era bom. Por termos à disposição uma cozinha, não saímos para jantar nem almoçar.
Quem vai a Rio Gallegos tem que ir à Laguna Azul, ela fica na beira de um vulcão (por enquanto tranquilo). A vista é realmente maravilhosa. Mas vá com roupa de frio. Porque mesmo no verão as temperaturas são bem baixas.
A imagem é da Dirección de Turismo de Rio Gallegos, porque as minhas fotos estão no computador quefoi para o conserto.
Depois adiciono outras imagens.

11 de dezembro de 2010

Trelew

Um pouco mais ao sul de Puerto Madryn encontra-se Trelew. A cidade não tem nada de mais mesmo, na verdade só ficamos nela por questão de tempo e por um outro museu de dinossauros, o Museo Paleontológico Egidio Feruglio. Os argentinos o consideram o melhor da América Latina em paleontologia, mas eu realmente não achei aqueas coisas, o que me interessou muito foi um ovo de dinossuro fossilizado (imagem da direita) e uma pinha petrificada, valeu a pena por eles.

Ovo de dinossauro


No dia seguinte logo após o café, eu me lembrei repentinamente que naquela cidade havia um lugar que realmente compensava visitar, o Hotel Tourin Club. Vou explicar a história, nesse hotel se escondeu Butch Cassidy, o famoso ladrão de trens e bancos americanos. Fugindo da polícia americana ele foi parar na Patagônia Argentina! Isso há mais de 100 anos. O hotel guarda intacto o quarto onde ele se hospedou e alguns pertences deixados pelo hóspede.
E não é só isso, nele hospedou-se também Antoine de Saint-Exupéry.
Para visitar o interior do hotel é só falar com o proprietário que trabalha na confeitaria, ele foi super atencioso e nos contou toda a história da cidade e da antiga hospedería.

Quarto do Butch


Café e confeitaria

5 de dezembro de 2010

Puerto Madryn

Puerto Madryn é uma das cidades mais velhas da Patagônia, com uns 140 anos. É conhecida por ser um bom lugar para ver animais marinhos, como baleias, leões marinhos e orcas por ser o ponto de partida para a Península Valdes.
Lobos marinhos


Puerto Madryn


Vista do píer


A cidade é uma graça, bem cuidada e tem um mar lindo, a melhor vista é a que se tem do píer, conseguimos ver até alguns lobos marinhos!! Mas se prepare porque o vento lá é demais, nem em Ushuaia ventou tanto. À noite jantamos em um restaurante maravilhoso, o Plácido. A comida era ótima, o atendimento bom e a vista linda. Pedimos duas paellas para 7 pessoas e foi o suficiente, foi a melhor paella que eu já comi, os ingredientes eram fresquíssimos. Pela qualidade da comida o preço foi muito razoável. Nos hospedamos no Hotel Tolosa (www.hoteltolosa.com.ar), excelente escolha e com ótimo café da manhã.
Hotel Tolosa



Puerto Piramides
É onde se encontra o parque para ver os animais marinhos e dependendo da época pinguins. O ingresso custa 25 pesos. Na entrada há um pequeno museu com esqueletos, imagens e informações do local e um mirante. Como não tínhamos muito tempo não conseguimos ver nenhum animal, mas só a vista das falésias já valeu a visita. A água é super transparente e seu azul forma um contraste com o bege das falésias.
Mapa da península
Falésia

16 de maio de 2010

Roteiro completo da viagem

Acredito que este post seja o mais esperado por aqueles que seguem o blog para dicas sobre esta viagem para o Fim do mundo. E aqui está, o roteiro completo, partindo de Buenos Aires, pois cada pessoa sai de sua cidade no Brasil e o caminho até lá não tem erro, cada um faz aquele que acha melhor.

  • Buenos Aires-Bahia Blanca 647 km ou 697 km(passando por La Plata) -Vá pela Ruta 3
La Plata é uma cidade com poucas atrações, mas o acréscimo de 50 km no seu percurso pode ser uma boa opção se você gosta de biologia, geologia e arqueologia, o Museu de La Plata é uma arraso, sua coleção possui esqueletos de dinossauro, uma linda amostra de rodocrosita a pedra nacional, objetos incas e de outros impérios americanos, animais empalhados e até um ''pedaço'' da Cueva de las manos, a famosa caverna com pinturas rupestres de mãos. A outra atração desta cidade é a Catedral Metropolitana em estilo neogótico é considerada uma das 10 catedrais mais importantes do mundo. Sua construção durou mais de 100 anos! É realmente linda, vale a visita.
  • Bahia Blanca-Puerto Madryn 658 km- Ruta 3 
  • Puerto Madryn- Comodoro Rivadavia 444 km -Ruta 3 
  • Comodoro Rivadavia- Rio Gallegos 800 km- Ruta 3
  • Rio Gallegos- Ushuaia 600 km Ruta 3 na Argentina e 257 no Chile até voltar novamente a Ruta 3
  • Ushuaia-Puerto Natales 761 km o mesmo caminho de antes até chegar no Estreito de Magalhães, de lá, pegue a Ruta 256 e depois 9, ambas no Chile. Talvez um ponto bom para conhecer desviando 50 km seja Punta Arenas, mas eu não conheci.
  • Puerto Natales-El Calafate 210 km
  • El Calafate- Comodoro Rivadavia 700 km
  • Comodoro Rivadavia- Esquel 600 km
  • Esquel- S.C de Bariloche 900 km
  • S.C de Bariloche- Neuquén 500 km
  • Neuquén- Santa Rosa 550 km
  • Santa Rosa- Rosário 800 km
  • Rosário- São Miguel das Missões-1100 km
Nos próximos posts falarei de todas as cidades e das atrações pelo caminho. Durante toda a viagem, o melhor é não fazer percursos muito longos, para o motorista não cansar muito e poder aproveitar o passeio.
Em outros posts falarei também de rotas alternativas.